Diplô Online
As cadeiras de plástico e a semiótica do comum nas artes
A arte traz consigo a tarefa de provocar uma nova distribuição dos espaços materiais e simbólicos
O Decreto nº 12.600/2025 e o futuro do patrimônio indígena
Este artigo analisa os impactos territoriais, arqueológicos e jurídicos associados à política hidroviária prevista no Decreto nº 12.600/2025, com foco na bacia do Tapajós e nos povos indígenas potencialmente afetados. Parte-se da hipótese de que a transformação do rio em corredor logístico estratégico produz uma reconfiguração normativa do território, tensionando direitos constitucionais e colocando em risco patrimônios materiais e imateriais vinculados à presença indígena histórica na região
Para resistir aos abusos das Big Techs, precisamos de “santuários da atenção”
As transformações impulsionadas pelas big techs avançaram em ritmo muito mais acelerado do que a capacidade de nossas instituições e da própria cultura de assimilá-las e regulá-las. Para enfrentá-las, será necessário construir novas formas de ação coletiva, em todas as escalas da vida social – da esfera interpessoal à cultural e à política
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“Um contra muitos”: há meio termo entre o viral e o crítico?
Meses após viralizar, modelo de vídeo passou por transformações e suscita questões sobre seu potencial político
Janeiro Branco e desigualdade da paz mental
Defender o direito coletivo à paz mental é proteger a democracia, a diversidade e a convivência
A escola-prisão
A partir de uma experiência pessoal na educação básica, questiona-se a promessa emancipatória da escola de tempo integral e evidenciam-se continuidades institucionais marcadas pelo controle, pela exaustão e pela gestão dos corpos
Democracias frágeis, quintais disputados e o retorno dos xerifes do mundo
A derrubada rápida de um regime vizinho, sem capacidade de dissuasão militar, envia um recado universal: governos economicamente frágeis, isolados diplomaticamente e sem base social consistente tornam-se alvos potenciais
Sorria: essa é a sua vida econômica
Ao filmar as diversas etapas dos ciclos econômicos, documentários ambientalistas permitem ver o ciclo completo do processo, o drama da exploração e da destruição ambiental em uma ponta, em países mais pobres, e a pujança das prateleiras nos supermercados em Londres ou em Bruxelas.
Reflexos do passado, desafios do futuro
Quando vejo minha mãe hoje, seu corpo destruído pelos quinze anos de trabalho duro numa linha de produção, com dez minutos de pausa para ir ao banheiro de manhã e de tarde, sou tomado pelos resultados concretos e físicos da desigualdade social. Entretanto, mesmo a palavra desigualdade é um eufemismo que obscurece a realidade da violência nua e crua da exploração. Quando uma mulher envelhece, seu corpo revela a verdade da existência das classes
Formigas que comem gafanhotos
“É sobre restos que se recusam a restar esta 11ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema. Ativismo, o único gesto ético no momento-limite em que vivemos, é o tema que atravessa os cinco documentários em que as mulheres são protagonistas”. Leia artigo escrito pela jornalista Eliane Brum para o catálogo da Mostra Ecofalante
Da rede à crueldade: “Aqui é Bolsonaro!”
O ex-presidente Lula integra a realidade discursiva da bolha bolsonarista nessa função de ser o sintoma a partir do qual o grupo se une e devota toda a energia no ‘mito’ salvador. A devoção a Bolsonaro é libidinal.
Governança ambiental na era das mudanças climáticas
O Brasil está com febre ainda mais alta. Falta governança ambiental e a devastação corre solta. Manifesta-se uma economia canibal, retirando condições vitais para a sobrevivência da espécie humana
O papel da filantropia na transformação da sociedade
O surgimento de fundos locais independentes a partir dos anos 2000 implicou um processo de transformação não apenas da filantropia brasileira, mas também da sociedade civil, porque eles se instalaram como uma alternativa efetiva de financiamento e fortalecimento de pequenas e médias organizações e de movimentos que atuam no campo da justiça social e desenvolvimento comunitário
Negros nos parlamentos ou hipocrisia coletiva?
O Brasil precisa eleger lideranças negras do movimento negro. Pessoas que tenham compromisso com as propostas defendidas pelo movimento e que sejam representações diretas de quem é atingido pelo racismo. Não precisamos e não queremos mais ser representados por quem não vive os problemas que vivemos
Linguagem e inclusão
Se a reflexão sobre uma linguagem mais inclusiva é não só legítima mas também necessária, o ponto-chave é compreender quais os meios pelos quais as diversas demandas da sociedade podem ser aceitas concretamente
O discurso que ameaça os direitos indígenas e a Amazônia
A Amazônia mato-grossense se tornou destaque nacional por causa da suposta descoberta de uma cidade antiga, chamada Ratanabá. A existência da cidade perdida seria a razão pela qual o mundo inteiro está interessado na Amazônia brasileira. São discursos e desinformações deste tipo que acabam por atrair a atenção de milhares de pessoas. Eles têm a capacidade, quando aliados a interesses econômicos de exploração de recursos naturais, de causar destruição de territórios e modos de vida que, no contexto em que o fenômeno é criado, são considerados menos importantes
Em ano de copa, a goleada tem que ser contra o tráfico de pessoas
O tráfico de pessoas pode acontecer por meio de ofertas fraudulentas de trabalho, em geral, maquiadas por propostas apelativas. Outra forma menos conhecida é o tráfico de atletas, ou “tráfico humano desportivo” como também é chamado, que ocorre sobretudo no futebol
Assata – uma autobiografia
Leia a apresentação escrita por Ynaê Lopes dos Santos para a autobiografia de Assata Shakur, publicada pela Pallas editora. “Assata Shakur chega ao Brasil num momento em que sua vida e sua experiência são história e também possibilidade”
A outra face externa do agronegócio
Do ponto de vista distributivo, o agronegócio gera poucos empregos, o boom externo das commodities agrícolas não levou o país percorrer as veredas do desenvolvimento inclusivo
A destruição da EJA é um projeto racista
O desmonte das políticas públicas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) é um projeto que se encontra em vias de consolidação e esse plano é racista, pois expulsa e, por consequência, reitera a negação histórica do direito das populações negras e indígenas de buscarem uma vida mais justa através da educação
Repensando os estudos sobre “ideologia de gênero”
O pânico moral sobre “ideologia de gênero, foi construído entre 2011 e 2013 para ser disparado entre 2014 e 2018. É possível reconhecer o início desse pânico, em maio de 2011, como resposta de um então obscuro deputado de extrema-direita ao reconhecimento das uniões entre pessoas do mesmo sexo pelo Supremo Tribunal Federal
O que podemos aprender com a Revolução Orgânica no Sri Lanka
Matéria da BBC coloca a agricultura orgânica como protagonista da crise que levou à queda do presidente Rajapaksa
O acesso dos povos indígenas ao ensino superior
O acesso às universidades por estudantes indígenas, historicamente privados da cidadania em um país historicamente estruturado sobre bases escravistas, racistas e neocolonizadoras, constitui uma das vias de acesso à conformação democrática, que se pretende a partir da visão institucionalizada e normatizada a partir de 1988
Bolsonarismo e a escalada da violência política
A necropolítica é um processo que acompanha a América Latina especialmente desde a segunda metade do século passado. Ditaduras militares no Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, Uruguai e Bolívia foram exemplos de regimes de extermínio e de violência política contra opositores
Universidade brasileira sob ataque contínuo preocupa entidades internacionais
O constante declínio acadêmico brasileiro vem tomando uma proporção que a Scholars at Risk (SAR) exigiu formalmente uma atenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o tema
Bolsonaro atende às demandas do crime organizado
Sabemos que, em nome das grandes propriedades de terras, a fronteira agrícola consome a vegetação nativa e instaura o pastoreio e a monocultura de soja. A exploração da Floresta Amazônica também conta com inúmeras mineradoras estrangeiras. Porém, no governo Bolsonaro a escala da destruição foi além
Uma ressaca em mil pedaços
Confira resenha do livro Mil olhos, mil braços, de Alê Amazônia, lançado pela editora Autonomia Literária

