Diplô Online
Fundo Público: a assimetria entre financiamento e apropriação
Um sistema tributário regressivo financia uma estrutura de gastos progressivamente desigual, onde a elite se beneficia não pela produção, mas pelo recebimento institucionalizado de juros
Inteligência Artificial, Data centers e o fim do mundo
A materialidade da inteligência artificial expõe uma contradição crítica. Enquanto discursos tratam a “inteligência” como uma abstração, sua operacionalização depende de insumos físicos – dados, capacidade de processamento e infraestruturas energéticas – que reordenam relações ambientais e políticas. Para compreender essas tensões é preciso articular um olhar histórico, técnico e geopolítico, mostrando como decisões epistemológicas antigas repercutem hoje na configuração de políticas públicas de energia, uso de recursos ambientais e soberania nacional
A COP 30 não pode ser avaliada apenas pelo resultado das negociações
Resiliência do multilateralismo, afirmação de valores democráticos, participação indígena e popularização das discussões climáticas também são resultados
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A virada biológica do neoliberalismo
A reflexão de Quinn Slobodian ganha novos contornos em Hayek’s Bastards: Race, IQ and the Capitalism of the Far Right, obra publicada em abril deste ano
A crise do poder norte-americano no governo Trump 2
A política doméstica e externa norte-americana reside hoje no jogo da força bruta e de um modo tirânico de governança
Parlamentares na COP 30: hora de reescrever nosso contrato com a vida
COP30 precisa enxergar o papel estratégico das parlamentares que não apenas representam os povos das águas e das florestas, mas que são esses povos e encarnam seus saberes ancestrais
Estatizar a Avibras é recuperar a soberania perdida
Audiência sobre o Projeto de Lei 2957/24 reacendeu o debate sobre a presença do Estado no setor de defesa e o papel do Brasil diante das disputas geopolíticas globais
Saúde indígena: atenção nunca precisou ser tão especial
Apesar de conquistas do passado, saúde indígena vive momento crítico. Segundo especialistas, muitos dos problemas poderiam ser resolvidos ouvindo indígenas e profissionais de saúde
Ausência de políticas públicas efetivas para população de rua
A pandemia evidencia com mais clareza o que já ocorria anteriormente: a gravidade da situação vivida por esse segmento social e a insuficiência das políticas de atendimento para garantir direitos em relação à vida, saúde, moradia e trabalho
As resistências ao fascismo e ao racismo nos EUA e no Brasil
Nos Estados Unidos, uma pessoa negra é morta brutalmente, e a população sai às ruas fazendo-as arder, apesar da polícia, apesar da Ku Klux Klan. No Brasil, o assassinato insuportável de pobres, negros ou brancos quase negros de tão pobres, se rotiniza. Quando gera protestos nas favelas, logo a polícia dissipa, o tráfico controla, a milícia gerencia e a esquerda faz posts indignados
A visão turva do governo federal em relação à importância das “Humanidades”
A falta de entendimento da dinâmica distinta das “Humanidades” – Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas e Linguística, Letras e Artes – pode levar a equívocos sérios de políticas públicas.
Vidas em estatísticas
George Floyd, Christian Cooper e João Pedro Matos são três nomes para a lista infindável de mortos e vítimas de racismo no mundo. Mesmo após a abolição da escravatura, os centros decisórios de poder ainda enxergam a vida negra como descartável
A Marcha do Silêncio, Uruguai
No dia 20 de maio aconteceu a 25ª Marcha do Silêncio. Há um quarto de século que o Uruguai se mobiliza sistematicamente para lembrar e combater o esquecimento das violações massivas aos direitos humanos na última ditadura. Mas além de se tratar da maior manifestação popular do Uruguai, esta se apresentou com particularidades: por uma lado, de forma virtual, pela pandemia de alcance global; pelo outro, com a paisagem de novamente um governo de direita no poder, e a novidade de linhas negacionistas dentro desse governo
Entre vírus, parasitas e fascistas: o que pode o cinema?
As artes também já expressavam essa crise. O cinema expressa por imagem, movimento e sensações tanto novas possibilidades, nunca antes pensadas em nossa sociedade, como também o esgotamento de certos modos de vida
O neoliberalismo destruiu a política como refúgio dos vulneráveis
Em entrevista, Noam Chomsky fala sobre as origens do fascismo nos EUA e no Brasil, sobre interseccionalidade, sobre o rol dos intelectuais e sobre a concentração midiática. Chomsky acredita que o futuro do planeta estará determinado pela disputa de poder entre China e Estados Unidos
Damares Alves e a performance da masculinidade na reunião ministerial
Não é produtivo tratar as declarações dessas mulheres sob a perspectiva da suposta loucura feminina por dois motivos: em primeiro lugar, porque corrobora com uma visão machista e misógina sobre o comportamento feminino, historicamente associado à histeria e à loucura. Em segundo lugar, porque esse tipo de associação mascara um elemento que nada tem a ver com gênero: a perversidade das políticas conduzidas pelo governo Bolsonaro
Histórias e direitos humanos: pensando a partir da pandemia
Essa é uma oportunidade pequena e frágil, sim, mas importante porque nosso desafio mais imediato é conter a transformação do Estado brasileiro em um Estado criminoso, o que me parece em curso
Uma reflexão sobre o vídeo da reunião ministerial
Somente o fanatismo é capaz de explicar o apreço de parte da população brasileira (e cada vez menor, de acordo com as recentes pesquisas) a esse festival constrangedor
Guia básico para pensar a política externa brasileira
Auxiliar no processo de superação da condição estrutural de dependência pode ser considerada como a principal função da diplomacia brasileira
Um intelectual sem concessões
Resenha do livro de Roberto Schwarz, Seja como for. Entrevistas, retratos e documentos (São Paulo, Duas Cidades, Ed. 34, 2019, 448p)
Cloroquina ou tubaína?
Algumas coisas que sei sobre a relação entre a história e a memória, a propósito de uma polêmica recente
Tempos melancólicos
A partir da mirada de Lars von Trier, podemos diagnosticar traços sintomáticos da grande melancolia contemporânea a partir de dois vetores: as relações de trabalho estabelecidas a partir do discurso neoliberal são melancolizantes e a melancolia devém da negação de um devir-mulher
A pandemia do confinamento: políticas de morte nas prisões
O projeto Infovírus tem como objetivo verificar e contrastar as declarações e informações existentes sobre a pandemia de Covid-19 no sistema prisional. Trata-se de uma iniciativa conjunta e voluntária de grupos de pesquisas de diversas universidades brasileiras
#Blackouttuesday e a comoção seletiva da elite brasileira
Por que a morte de George Floyd comove tanto a elite branca brasileira que possui renda 74% superior, em média, em relação a pretos e pardos (segundo dados do IBGE), e as nossas mortes negras parecem fazer parte do noticiário cotidiano?
Cara gente branca: quantos mais teremos que morrer?
O racismo que alvejou a casa de João Pedro, matando-o, e o racismo que asfixiou Floyd, primeiro limita acessos, depois cria arquétipos sobre esses corpos que – cobertos por um véu – não são enxergados além da imagem criadas sobre eles
Cultura e o capitalismo de crise permanente
Na emergência da pandemia e suas consequências sociais e econômicas para os trabalhadores da cultura, é imprescindível entender que a Covid-19 escancara as contradições já existentes – o que para os trabalhadores da cultura significa um acirramento de condições já bastante precarizadas de trabalho
Medo no fronte da pandemia em números
Cerca de 22% dos casos confirmados de Rondônia estão entre profissionais da saúde; 93% deles não são médicos

