Diplô Online
Esquecemos os nomes dos pássaros, de Sarah Munck Vieira
Neste seu segundo livro, a autora captura a atenção para verdadeiros manifestos de alteridades ao desnudar sofrimentos de seres vulneráveis, carregando materialidades que nos fazem pensar em quais futuros possíveis poderemos legitimamente nos ancorar e habitar, não mais só como vítimas
A virada socialista e o desafio da direita radical em Portugal
As eleições presidenciais de 2026 marcam uma mudança significativa na configuração política de Portugal. O segundo turno ocorrerá no dia 08 de fevereiro
Sobre ‘Valor Sentimental’, de Joachim Trier
Valor Sentimental, longa mais recente do diretor, é possivelmente o mais intimista de seus filmes até agora. O filme retrata o reencontro entre Gustav e suas duas filhas, Nora e Agnes, após a morte de Sissel, ex-esposa daquele e mãe destas
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Filosofia, fuga e liberdade em Dénètem Touam Bona e novas tecnologias de Marronagem
Ao ler a obra de Dénètem, Sabedoria dos Cipós, torna-se quase impossível não pensar em territórios brasileiros, urbanos e não urbanos, em que descendentes de negros e indígenas se encontram, seja para festejar, morar ou exercer suas religiosidades
Livrarias de rua de São Paulo florescem num cenário improvável
O brasileiro lê cada vez menos, faltam políticas públicas para o livro e a leitura, e a concorrência é predatória – ainda assim, livreiras e livreiros da cidade, unidos, organizam a resistência
Pelo legado de Bertha Lutz
O papel deste artigo é provocar reflexões não apenas sobre a grandeza de Bertha Lutz mas também sobre o que devemos, como brasileiros, à ela e seu legado, em estilo que soma história e reflexão em um formato semiplutarquiano
Heleno: o primeiro anti-herói brasileiro
A moralidade clama por jogadores militantes e politicamente corretos, mas a cretinice prefere os polêmicos
Programação do II Simpósio Direitas Brasileiras – “Bolsonaro no poder”
Seminário virtual tem transmissão ao vivo em youtube.com/diplobrasil, entre 1º e 10 de junho
A diluição do poder de expor à morte
No cenário pré-pandêmico, tinha-se a necropolítica, que geria parcela considerável das mortes de negros e pobres através de políticas de segurança pública “de guerra”, constituindo, assim, uma população mais matável. A pandemia trouxe à tona novas formas de tecnologias de gestão da morte descentralizando o poder de decidir quem pode viver e quem deve morrer, exsurgindo-se, ao que parece, uma expansão do poder de expor à morte.
Sars-CoV-2, suinocultura intensiva e a agricultura industrializada
O surgimento da Sars-CoV-2 está possivelmente relacionado a morcegos. Entretanto, parece controverso como o vírus evoluiu de morcegos para se tornar infeccioso para humanos. A discussão atual é baseada em alguns fatos em torno da agricultura industrializada, tais como a criação intensiva de porcos na cidade de Wuhan e seus arredores
Enem: não basta adiar, é preciso debater o calendário
Não basta que o governo federal imponha uma nova data simplesmente para arrefecer o debate em torno do tema. Pelo contrário, o diálogo com a sociedade é medida que se impõe
O que separa João Hélio de João Pedro?
A morte de João Pedro perante o mundo não causa tanto impacto quanto a de João Hélio, não causa coletivização de uma pauta, não gera programas inteiros em canais abertos sobre o ocorrido
Por quem os sinos dobram?
Não há absolutamente nada de novo no título desse texto. Ele é uma cópia do título da música de Raul Seixas que nomeia também o disco lançado em 1979. A canção faz jus de ser revisitada agora como parte do desafio de construir uma outra forma de convivência e de luta em meio à crise sanitária, econômica e política que vivemos. É preciso unificar as forças comprometidas com a solidariedade social e seu caráter civilizatório mais amplo em defesa da vida humana
O Estado e o Direito como perpetuadores de injustiças
A dualidade brasileira entre propriedade privada e desefetivação de direitos coletivos não é recente e tampouco parece próxima de um fim. A cidade, este organismo vivo e estático, apesar de englobar realidades muito distintas, acaba sendo para poucos
Figura alguma é o bastante
Colocando em perspectiva as fortunas – os destinos – de corpos que compartilham o mesmo espaço e tempo, procuramos trazer alguma materialidade para as escalas sobre-humanas que hoje nos atravessam
Quando a cor importa: o racismo estrutural na esquerda
Quando crianças negras com uniforme escolar ou mesmo dentro de casa são mortas começamos a pensar como retiramos dos negros o futuro. Para ser preciso lhe delegamos um futuro: a morte
O “Evangelho da Razão” segundo Celso Furtado
Resenha do livro de Celso Furtado, Diários Intermitentes 1937-2002, organização, apresentação e notas de Rosa Freire D’Aguiar (Companhia das Letras, 2019)
Etnia Xukuru-Kariri e as práticas populares no enfrentamento à Covid-19
A luta dos povos indígenas contra a covid-19 não é somente um confronto travado contra o vírus, mas é a luta contra um projeto global organizado pelas lógicas de mercado e de Estado, as quais marginalizam seus modos de vida e negam sistematicamente seus direitos
O abandono de pessoas trans durante a pandemia
Nesse contexto de pandemia, é preciso possibilitar uma reflexão sobre a gravidade do isolamento social no dia a dia das travestis e transexuais que se encontram em situação completamente vulnerável, sofrendo com o desamparo da sociedade e do Estado
O novo veto do Capitão Fome
Os vetos do presidente Jair Bolsonaro ao Projeto de Lei 873/2020, que foi aprovado pelo Congresso Nacional e incorporava entre os beneficiários do chamado auxílio emergencial diversas categorias ausentes na lei original (13.982), atingem os agricultores familiares não inscritos no Cadastro Único, mesmo que se enquadrem nos requisitos, bem como assentados de reforma agrária, extrativistas e pescadores artesanais
Impeachment, autogolpe ou novas eleições
Os militares mais influentes do governo não aconselham o presidente Jair Bolsonaro a diminuir as provocações, afrontes e desrespeitos às instituições, aos demais poderes da República e ao povo brasileiro, ou até o incentivam a aumentar esses desatinos e ataques diários, a fim de esgarçar o tecido social e institucional para, finalmente, “justificar” e “fundamentar” o autogolpe
A perversa economia política da pandemia no Brasil
É fundamental se refletir sobre esta situação e atuar em prol de relações coletivas que priorizem o bem comum e uma vida digna para todos. Mas enquanto continuarmos a ver governantes defendendo interesses privados em detrimento do pensar coletivo, permaneceremos como uma sociedade anestesiada, que cultiva relações individualistas, antissociais e contrárias ao nosso próprio bem comum
O governo contra-revolucionário de Jair Bolsonaro
Não estamos vivendo uma guerra não apenas com o vírus, mas pelo supremo mandatário da nação? Cada gesto do presidente não é pensado como ato de guerra ao cidadão comum?
A educação brasileira e a pandemia: breve olhar conjuntural
Em 2019, apenas 55,1% dos estabelecimentos públicos de ensino fundamental possuíam bibliotecas, 33,1% apresentaram dependências adequadas para portadores de necessidades especiais, 44,3% contavam com laboratório de informática, 57,6% dispunham de internet em banda larga, 58,4% não tinham rede de esgoto, e 6,1% sem qualquer tratamento de resíduos. Acrescemos a isto o fato de que 34,2% das escolas, do mesmo nível de ensino, não possuem abastecimento regular de água
Hollywood vs o coronavírus
Qual será a estratégia de Hollywood agora que os Estados Unidos não são protagonistas na luta contra essa tragédia mundial de saúde que é o coronavírus? Christian Dunker e Alessandra Martins Parente falam sobre indústria cultural e as viradas no cinema norte-americano e como as cenas hollywoodianas povoam o imaginário mundial sobre a “nação escolhida”
Cidadania a se construir
Atualmente fala-se muito no resgate da cidadania. A pergunta a ser feita é esta: acaso resgata-se aquilo que se perdeu por que nunca existiu? Que cidadania é essa de que se está falando a todo momento?
O multilateralismo, a pandemia e o rio da nossa aldeia
O enfraquecimento do multilateralismo é um fator desmobilizador do enfrentamento de desafios comuns como a Covid-19. Os governantes que protagonizam esse ideário são personagens datados de uma era que tende a se esvair

