Diplô Online
Entre o pessimismo que leva ao conflito e o otimismo da cooperação
Na “guerra do clima”, existem os otimistas, os pessimistas e os negacionistas. O pessimismo da razão é bem-vindo, porque permite pressionar o discurso político e cobrar efetividade. O negacionismo se distingue do mero pessimismo por ser uma reação de resistência à crise climática, contraditória e simplista, não colaborando para o enfrentamento de uma questão de tamanha complexidade
O jornalismo que me levou ao cuidado
Entre a escuta e a palavra, uma jornalista descobre que o cuidado também floresce no silêncio – no gesto simples de estar junto
Newsletter
Cadastre-se para receber os conteúdos do Diplô
Narrativas, identidade e a negociação de conflitos
Se a percepção da realidade define o ser e o contraditório representa uma ameaça existencial, o remédio e sua formulação dependem da capacidade negocial de desenhar espaços em que ambas as narrativas possam coexistir
Dinâmicas de escalada no Leste Europeu contemporâneo
Entre contenção e confronto: os limites da estabilidade internacional
Proteger o patrimônio e valorizar as pessoas
O Brasil carrega uma contradição para Belém
A floresta na Bolsa de Valores
O TFFF converte a preservação das florestas tropicais em ativo financeiro e expõe a contradição entre clima e capital
O design inteligente do mercado
Somente mistura de fé e oportunismo parece explicar aposta redobrada na atual política econômica
COVID -19 – um vírus que perfura a retórica política
O historiador americano David Landes já havia apontado em sua obra “A riqueza e a pobreza das nações: por que algumas são tão ricas e outras tão pobres” (1998) que o aumento considerável da expectativa de vida nos dias de hoje se deve mais às conquistas na área preventiva e à disseminação dos hábitos de higiene do que a melhores remédios.
As ideias continuam fora do lugar
O discurso está certamente fora do lugar. O Brasil, desde Fernando Collor, mas principalmente com Fernando Henrique Cardoso, desregulou relações de trabalho, abriu-se ao comércio exterior, vendeu estatais, etc. O “necessário” ajuste prometia modernizar a economia, provocando crescimento e melhores condições de vida para a população. Não se viu a realização da promessa até 2003. Nos anos seguintes, o melhor momento produtivo veio, mas em um governo muito criticado pelos neoliberais. Hoje, com o Brasil novamente sob a tutela neoliberal, a última PNAD Contínua (31/01/2020) apresentou números pouco alvissareiros à maioria dos brasileiros. Por exemplo, a média de pessoas desocupadas saltou de 7,0 milhões, em 2014, para 12,6 milhões, em 2019.
Dependência, superexploração e neoconservadorismo na América Latina
Os dados da economia nos dão a dimensão da intensificação de nosso processo de desenvolvimento dependente ancorado na superexploração da força de trabalho, por um lado, e, no desdobramento explícito, do que em tempos de expansão econômica é ocultado: o neoconservadorismo. Criminalização, matança e estereotipação sobre territórios e sujeitos criminosos, como substâncias do capital no auge da intensificação das mazelas sociais.
Marx e Engels: uma lição de retórica política para a esquerda
É de suma importância apreender a composição retórica dos argumentos usados por Karl Marx e Friedrich Engels para a construção de um discurso acessível às classes operárias de sua época. Essa observação serve de lição para as esquerdas atuais que almejam alcançar os trabalhadores.
Geopolítica e corporativismo: um capitão entre generais
Os mares e rios que orbitam o perímetro amazônico tem sido objeto de disputas cada vez mais intensas por recursos naturais estratégicos. A costa da Guiana, entre a Venezuela e o Suriname, e a costa do Brasil, entre o Amapá e a Foz do Amazonas, tornaram-se regiões de interesse estratégico para os EUA. Se, na última década, a descoberta do pré-sal na chamada Amazônia Azul estimulou a reabilitação da IV Frota Naval dos EUA, na década atual, as novas fronteiras de exploração na Amazônia Caribenha explica uma parte das tensões entre os governos Trump e Maduro e lança luz sobre alguns dos motivos do alinhamento automático entre os governos Trump e Bolsonaro.
“Artista não precisa baixar o nível para falar com a quebrada”, diz Rincon Sapiência
Aos 34 anos, rapper analisou sua carreira, revelou influências musicais e comentou sobre o que espera do futuro
Frente ao colapso, uma tentação perigosa
A esperança depositada nos investidores internacionais também enfraqueceu com a notícia de que, em 2019, o Brasil simplesmente desapareceu do Índice Global de Confiança para Investimento Estrangeiro, da consultoria americana Kearney, que indica os 25 países mais atraentes para os investidores internacionais. O mesmo índice em que o Brasil ocupava a 3a posição nos anos de 2012 e 2013, tendo caído para o 25º em 2018, e do qual foi simplesmente eliminado na hora das grandes reformas ultraliberais de Paulo Guedes, que supostamente iriam atrair os grandes investidores internacionais.
Terraplanismo, crise da ciência e pós-modernismo
O que a filosofia tem a nos dizer sobre os dilemas que vivemos hoje
Negar a ciência: uma forma de expandir de si mesmo
Os conflitos dos terraplanistas com o conhecimento científico secular sobre a Terra e com a NASA, em específico, também podem dizer bastante sobre o nosso tempo – em que tanto a ciência quanto os aparatos estatais passaram a ser vistos, para grupos significativos das populações mundiais, como instituições ambíguas, cujas práticas são duvidosas e relações são interessadas, diante das quais as posturas possíveis vão desde uma desconfiança inicial até a recusa radical.
Facebook: bem na foto entre turistas, nem tanto entre legisladores
O comissário da Indústria e Mercado Interno da União Europeia, Thierry Breton, rejeitou as propostas de Zuckerberg para regulamentar as plataformas de internet: “Não cabe a nós nos adaptarmos a essa empresa (Facebook), mas sim à empresa adaptar-se a nós”
Brilho eterno de uma mente sem lembranças
É uma obrigação moral e histórica lembrar da omissão dos nossos poderes quando Bolsonaro, há apenas três anos, dedicou seu voto no impeachment de Dilma Rousseff a um facínora, um torturador, um criminoso sádico e retrato do mal.
“Pibinho” mais uma vez
O PIB é que uma medida para demonstrar o quanto de produtos e serviços foram produzidos em determinado período, em determinado país ou região. Quando o PIB aumenta, grosso modo, a condição de vida material das pessoas tende a melhorar, num português claro, ficam na média, mais ricas. Mas então o que explica esses resultados fracos? Vários podem ser os motivos, mas aqui vou abordar um especial, o investimento público.
Guiné-Bissau: novo golpe de Estado?
O ano começou em meio a uma crise institucional por suspeitas de fraude no processo eleitoral para presidência da República. Desde a libertação conquistada em 1973 até a atualidade, o país passou por curtos períodos de estabilidade política.
Mineração em Terras Indígenas: o que mostra a experiência internacional?
Na discussão sobre mineração em TIs, um dos instrumentos legais mais comumentes mobilizados é a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Esta garante aos Povos Indígenas o Direito à Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) no caso da instalação de empreendimentos em suas terras.
A banalização da política e a desmoralização das instituições
A Constituição tem sido vilipendiada diretamente quanto ao seu conteúdo, ou seja, os mandamentos firmados na formação do regime pós-ditatorial estão rapidamente perdendo força e rompendo com o pacto firmado para a redemocratização do país, em especial com o crescimento frenético de partidos e governantes com tendências autoritárias, com ponto fulcral a partir do término das eleições de 2014.
São Paulo tem jeito: políticas de desenvolvimento
As próximas eleições municipais se dão num contexto extremamente negativo. Desde que encerraram a fase distributiva e inclusiva, em 2014, é o sétimo ano de paralisia econômica e de caos político, com volta da fome, elevação da mortalidade infantil, destruição ambiental e uma economia que entra em 2020 com o nível de produção que regrediu, em termos reais, para 2012.
As forças democráticas têm que parar o governo Bolsonaro
Bolsonaro está estimulando, pessoalmente, nas redes sociais um movimento de agressão às instituições do país, marcado para 15 de março e no qual está envolvido um dos seus principais generais-assessores.
A formação do público evangélico no Brasil contemporâneo
Visibilização e a produção de antagonismos como estratégias de lideranças religiosas evangélicas brasileiras
Desmilitarização: uma provocação necessária
A relação das polícias com o regime democrático é ambígua: proteger os cidadãos e garantir os seus direitos ou representar o braço armado das forças sociais hegemônicas na defesa da sua manutenção no poder?

