Diplô Online
O Brasil caminha para um futuro sem dinheiro em espécie
Ao substituirmos o dinheiro tangível pelos pagamentos digitais, como o Pix, os cartões por aproximação ou as carteiras virtuais, caminhamos para um regime de abstração, onde o valor é administrado por algoritmos e corporações globais
Qual o impacto dos drones na guerra da Rússia e Ucrânia?
Ao invés da paz, o campo de batalha vem ganhando um componente extra tático-estratégico
A absurda corrida de Trump pelo Nobel da Paz
Considerando a paz sob uma perspectiva multidimensional, como justificar – sem resvalar no delírio ou na alucinação – a pretensão de uma pessoa como Donald Trump ao Prêmio Nobel da Paz?
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Trump ressuscita o imperialismo: o retorno da guerra total
Enquanto os Estados Unidos anunciam o maior orçamento militar de sua história e impõem novas barreiras comerciais a dezenas de países, cresce o alerta sobre a reconfiguração do imperialismo em escala global. Inspirado na obra da revolucionária Rosa Luxemburgo, Antonio Mota, analisa como o tripé formado por militarismo, protecionismo e repressão social — central no expansionismo alemão do fim do século 19 — reaparece com força nos governos de Donald Trump. Entre navios de guerra e caças de última geração, o imperialismo se atualiza, mas segue operando em favor dos interesses da burguesia global.
As marmitas amassadas como centro do mundo
A obra Marmitas Amassadas (2025) materializa a verve de rebeldia do autor. Trata-se de um balanço de sua trajetória, apresentado em forma de miscelânea, em meio a uma era dominada por edições de luxo, definitivas e omnibus. Mas, afinal, quem foi que disse que as periferias não são o centro do mundo?
Por que o debate público sobre o Plano Nacional de Educação (2024-2034) é urgente?
Como podemos garantir uma educação de qualidade, uma aprendizagem equânime e uma redução das desigualdades sociais?
Memória sobre a maldade dos ricos contra os pobres
A repressão a usuários de drogas e o avanço da especulação demonstram um padrão recorrente: a criminalização da pobreza serve de álibi para liberar terrenos e revitalizar áreas inteiras sob comando de interesses privados
Um país em erupção
Dificilmente o golpe de Estado que levou o vice-presidente Noboa ao poder conseguirá calar a revolta popular. A crise econômica é profunda é o descontentamento se alastraJosé Maria Tortosa
A Comuna de Paris chega às telas
Autor de alguns dos melhores filmes políticos das últimas décadas, o inglês Peter Watkins termina uma obra atraente tanto pelo tema quanto pela narrativa, que estimula o distanciamento e a crítica do espectador. A dúvida é: “La Commune” chegará ao Brasil?Philippe Lafosse
Petróleo, terceiro choque?
Ao contrário do que sugere a gritaria da mídia, os preços do petróleo estão relativamente baixos. Os verdadeiros problemas são o aumento incessante do consumo, e as relações políticas injustas — e portanto instáveis — que o Ocidente mantém com os países produtoresNicolas Sarkis
Uma informação “exemplar”?
Os jornais e emissoras de TV ficaram extremamente satisfeitos com a cobertura que deram à guerra. A OTAN e os Estados Unidos, também…Serge Halimi, Dominique Vidal
Adeus à multietnia
Agora são os albaneses que perseguem os sérvios e os ciganos em Kosovo. Triste fim para uma intervenção internacional cujo objetivo declarado era “restabelecer o caráter multiétnico” da provínciaJean-Arnault Dérens
O seqüestro do saber
As grandes multinacionais estão usando a propriedade intelectual para controlar a ciência, restringir o acesso a seus benefícios e multiplicar lucros. É hora de pensar numa alternativa que substitua o sistema de patentes e transforme o conhecimento num patrimônio comum da humanidadePhilippe Rivière
Palavras proibidas
Vale tudo para quem quer se apropriar de uma palavra. A empresa japonesa House Food está tentando, por exemplo, patentear o nome curry, o famoso tempero preparado todo dia por milhões de indianosPhilippe Rivière
Um sistema que mata
Se as patentes asseguram um futuro, talvez seja o da pesquisa privada, e com toda certeza é o dos acionistas dos laboratórios — mas não, em hipótese alguma, o dos doentes…Philippe Rivière
Portugal erradica suas favelas
Com um crescimento do PIB de 3,2% ao ano, uma inflação controlada em 2,1% e uma das mais baixas taxas de desemprego na Europa (4,5%), Portugal ainda apresenta indicadores de desenvolvimento humano pouco invejáveis: as favelas são sinais de pobreza que todos gostariam de empurrar para o passadoEmmanuel Vaillant
Havia outra solução
Os EUA e seus aliados tiveram inúmeras oportunidades para resolver a crise iugoslava por meios diplomáticos. Do ponto de vista humanitário, os resultados teriam sido muito melhores. Para os norte-americanos, porém, interessava impor sua influência sobre os BalcãsNoam Chomsky
Os cientistas loucos da agroindústria
Ao perseguirem o lucro máximo, as empresas gigantes da agroindústria provocam, no fim do milênio, um inesperado “grande medo”: o da alimentação cotidiana. É longa a lista dos produtos de consumo adulterados, da “vaca louca” à galinha com dioxina, da carne de gado com hormônios à soja transgênica, da água mineral à Coca-Cola contaminadas.François Dufour
Desarmar os mercados
Por que não criar, em escala planetária, a ONG Ação pela Taxa Tobin de Ajuda aos Cidadãos (ATTAC)? Em conjunto com os sindicatos e entidades culturais, sociais ou ecológicas, ela poderia agir como um formidável grupo de pressão cívica.Ignacio Ramonet
A biodiversidade transformada em mercadoria
Quinze grandes empresas, 13 delas norte-americanas, controlam as pesquisas em biotecnologia agrícola. O mercado genético promete lucros de 110 bilhões de dólares dentro de cinco anos. O patenteamento de seres vivos parece ser o “ouro verde” do século 21. Um patrimônio natural e cultural formado por milhões de anos de evolução biológica e práticas agrícolas milenares é submetido a uma gestão agressiva em relação à biosferaJean-Paul Marechal
O Panamá recupera seu canal
Faltam poucos dias para que os EUA restituam o canal aberto entre 1903 e 1914 e deixem uma zona de 1474 quilômetros quadrados onde exerciam total soberania. Mas a presença estrangeira (agora também chinesa?) no Panamá continua enorme, e Washington mantém amplas prerrogativas militares sobre o país que criou artificialmente, no início do século.Maurice Lemoine
No Irã, Islã contra Islã
Dois anos após a eleição do presidente Mohamed Khatami, o Irã continua dividido. A essência da disputa entre reformadores e conservadores é o cenário interno, o lugar do islã e das suas relações com a política. O desfecho dessa luta determinará o futuro do país, e terá profundas repercussões em todo o mundo muçulmano.Eric Rouleau
A obsessão da saúde perfeita
O sistema médico cria incessantemente novas necessidades terapêuticas. Mas quanto maior a oferta de saúde, mais as pessoas crêem que têm problemas, necessidades, doenças. Elas exigem que o progresso supere a velhice, a dor e a morte. Isso equivale à própria negação da condição humana.Ivan Ilich
Apocalipse das mídias
Durante muito tempo a comunicação libertou, porque significava difusão do saber, do conhecimento e da razão contra as superstições e obscurantismos. Agora, impondo-se como obrigação absoluta, inundando todos os aspectos da vida social, política, econômica e cultural, ela exerce uma espécie de tirania. E tende a tornar-se uma das grandes superstições de nosso tempo
Uma reforma radical da Previdência
A luta por um salário mínimo universal e vitalício é a única alternativa eficiente contra o desemprego e a precarização do trabalho. Este benefício garantiria a satisfação das necessidades humanas básicas e a ele teriam direito todos os seres humanos adultos — independentemente de trabalharem!René Passet
Antes das liberdades, o comércio
Um análise dos princípios bem pouco humanistas que orientam a ação da OMC, e das propostas que as grandes corporações internacionais tentaram impor às sociedades em Seattle.Susan George
Por uma sociedade de tempo liberado
Diante da revolução tecnológica, e do desemprego crescente que ela provoca, é preciso ousadia para propor novas formas para repartir a renda. As alavancas de uma emancipação coletiva e individual já existem. Que projeto político, nacional e internacional, saberá usá-las?Bernard Cassen

