Diplô Online
Autor Vítor Kappel fala sobre tragicomédia queer “Sob o Céu de Isaías”
Publicada pela editora Patuá, obra traz protagonista LGBTQIAPN+ em ambiente opressor durante o seu último ano escolar
O caso Gol mostra que a rastreabilidade deixou de ser diferencial e passou a ser obrigação
A GOL foi condenada pela Justiça por mensagens relacionadas à compensação de carbono e sustentabilidade consideradas insuficientemente comprovadas
A ética em perspectiva
A definição leva em consideração que o objeto da Ética está relacionado aos princípios que orientam e fundamentam as ações morais
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Nos seus 70 anos, ‘Grande Sertão: Veredas’ ganha novas traduções
As traduções devem encantar os amantes da boa literatura de todo o mundo, não só pelo modo de contar uma história, pelo enredo, pelo jeito de falar e entreter, pelas brincadeiras com a língua portuguesa de Guimarães Rosa, mas também pelo extremo e respeitoso cuidado de ambos nas suas escolhas lexicais.
Mulheres, ancestralidade e práticas de resistência
Escrever sobre os territórios amazônicos significa também reconhecer que muitas histórias permanecem vivas na oralidade
Ordem e progresso?
Amazônia: genocídio indígena, desmatamento, agropecuária predatória, extração de minérios, garimpo ilegal, poluição dos rios etc.
Camila Nunes de Freitas: “Todas as iniciativas que aproximam a literatura da experiência cotidiana das pessoas são importantes”
Em entrevista, escritora e idealizadora do projeto literário de Cabreúva das Artes, sediado em um pequeno município de São Paulo, fala da importância de aproximar a literatura de todos
A profusão de sentidos na poesia de Danilo da Costa-Cobra Leite: ‘Caminho das aves’
Caminho das aves vem com a proposta de tirar o receptor de sua zona de conforto com recursos bem trabalhados para seu propósito: palavra, imagem e objeto
Capital político, narrativas de perseguição e desafios eleitorais em 2026
Ao analisar esse cenário, é fundamental considerar a disputa pela liderança da extrema direita em 2026. Quem será o representante desse espectro político? O bolsonarismo sobreviverá sem Bolsonaro?
Paulo Lins: ‘as pessoas mais excluídas do meu tempo são os migrantes nordestinos e os negros’
Autor de livros como Cidade de Deus e Desde que o Samba é Samba é o sétimo entrevistado do especial do Le Monde Diplomatique Brasil
Por que não levamos a sério no Brasil?
O que todo esse movimento degradante significa? O que está por detrás das entrelinhas?
Imaginação política, infâncias e adolescências
Assim como práticas antirracistas que, por serem improvisadas, informais e realizadas em espaços de convívio doméstico — muitas vezes em resposta às vivências cotidianas das crianças — costumam não ser registradas pelas análises sociológicas dos movimentos sociais, seria possível pensar que também existam, no Brasil, atitudes semelhantes voltadas à prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes? Seriam essas práticas, transmitidas entre gerações, portadoras de uma resistência invisível — de uma potência silenciosa?
A chantagem de Trump evidencia que precisamos de soberania digital
Trump afirma que regular empresas americanas é inaceitável — mesmo quando essas empresas atuam em território brasileiro, utilizam dados da população local e influenciam diretamente nossa democracia. Essa lógica evidencia a assimetria no debate sobre regulação digital. Se já elaboramos planos decenais para áreas como educação e infraestrutura, por que não desenvolver também um plano nacional de soberania digital, que proteja nossos interesses e garanta autonomia frente a essas plataformas?
A sociedade civil e a política externa brasileira
Sobre a mesa desse debate há uma proposta, construída pela sociedade civil, de criação de um Conselho Brasileiro de Política Externa, com caráter consultivo (cujas decisões, portanto, não vinculam legalmente o Poder Executivo) e integrado de maneira paritária por representantes de diversos ministérios e variados setores da sociedade civil
Trump, entre o protecionismo e a facilitação de investimento
As medidas de Trump, consideradas caóticas, erráticas ou imprevisíveis, no caso do investimento estão orientadas por uma política que introduziu mudanças significativas
Corpos marcados para morrer
Esses corpos, jovem, negro, periférico, dissidente sexual, não foram mortos por acaso. Foram mortos porque estavam vivos e presentes onde o Estado e a sociedade esperam submissão ou silêncio
Sobre a morte: desconstruindo a falácia da batalha perdida
Preta Gil não perdeu nenhuma guerra. Ela viveu. Viveu com intensidade, com amor, com dignidade
Pressão estética como sadfishing no vazio em Ultra HD
Como uma indústria que praticamente nunca entra em crise, mas, pouco a pouco, penetra não apenas no imaginário feminino, mas literalmente nos corpos das mulheres, pode ser vista como uma celebração do empoderamento feminino, e não como um filme grotesco de body horror?
Fantasia distópica Verty Society é extensão lógica e dolorosa de onde já estamos
Livro aborda uma Terra futurista onde a paz de seus habitantes é garantida por meio da supressão da liberdade. Mais do que uma obra de ficção, é um libelo contra homofobia e a repressão institucionalizada
Uma política pública para o presente e o futuro das periferias brasileiras
Faz sentido pensar que a população tem direito a acessar a uma cidade mais organizada, bem planejada, em que suas demandas sejam escutadas e suas necessidades cidadãs sejam observadas?
O futuro imposto
As dinâmicas estruturais que definem a configuração sociopolítica do Brasil e seus limites para a construção de um projeto de desenvolvimento capaz de superar o atraso, a dependência e a desigualdade; apontando a dimensão feminina como chave para um futuro civilizado. Por um lado, temos uma interrogação múltipla: qual é o futuro que vem sendo “imposto” desde a era colonial? Continuará inalterável em relação ao seu paradigma dominante? E no nível meta-político, existe alguma alternativa de vivenciarmos um futuro de país que não seja “imposto”, ou seja, através de uma conciliação que priorize os interesses da sociedade?
Micheliny Verunschk: ‘escrever é parte indissociável de quem sou’
Autora de livros como O som do rugido da onça e Caminhando com os mortos é a sexta entrevistada do especial do Le Monde Diplomatique Brasil
Somente nos cinemas
Em A menor das tempestades, novo livro de Josoaldo Lima Rêgo, a estética elucida tempos ásperos
A construção da identidade parda como estratégia de invisibilização racial no Brasil
O processo de construção da identidade social parda no Brasil é fruto de um projeto histórico de apagamento étnico-racial. O Estado brasileiro tem promovido — e ainda promove — um contínuo processo de embranquecimento e silenciamento das identidades negras e indígenas. A análise dos dados do Censo de 2022 e da população carcerária revela que a identidade parda não representa um avanço inclusivo, mas sim a consolidação de um projeto nacional etnocida e discriminatório. O reconhecimento das ancestralidades indígenas e negras segue enfrentando barreiras institucionais e sociais, sustentadas pelo racismo estrutural e pela necropolítica estatal
O ataque ao PIX, à LGPD e ao Judiciário como estratégia de guerra híbrida
A articulação entre sistemas domésticos de pagamento, como o PIX no Brasil e o UPI na Índia, e o avanço do Banco dos Brics viabilizam uma arquitetura financeira multipolar, na qual os países do Sul Global podem transacionar, desenvolver e acumular valor com menor exposição às pressões, sanções e volatilidades impostas pela hegemonia do dólar
“100 discos para conhecer Aguardela” e o realismo fantástico da grande mátria América Latina
“As coisas têm vida própria[…]tudo é questão de despertar a sua alma.”
Gabriel Garcia Marquez, Cem anos de solidão
Por que a vida gira em torno do dinheiro?
Assim como a sociedade medieval girava em torno da terra, já que a nobreza era a detentora das terras, a sociedade capitalista vai girar em torno do dinheiro, já que a classe dominante, isto é, a burguesia, é a grande detentora do capital

