Diplô Online
A regulação dos minerais críticos e o oportunismo do Congresso Nacional
Atendendo aos interesses privados e estrangeiros, o Congresso insiste em acelerar uma regulação sem critérios objetivos, sem diálogo com a sociedade civil e com pouca transparência
Como a extrema direita transforma misoginia e indisponibilidade afetiva em projeto político
O que alimenta a exasperação do ódio e a violação do consentimento como parte da propaganda política da extrema direita?
O continente africano é a fronteira a ser conquistada pela conectividade
Apenas 36% dos africanos têm acesso à internet, uma taxa significativamente inferior à média mundial de 75%
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O aborto que o Brasil não quer ver
A criminalização pune mulheres pobres e absolve homens que abandonam filhos e causam tragédia socioeconômica
Passados traumáticos e futuros incertos no Antropoceno
Em O global e o planetário, o historiador indiano, Dipesh Chakrabarty investiga a humanidade enquanto força geológica que transforma a história do planeta
A rota de Brasília a Belém para a COP30, a COP da participação social
É sabido, contido em relatórios internacionais e na experiência prática das pessoas, que a crise climática agrava as desigualdades existentes
COP 30: o que esperar?
A mudança climática, impulsionada principalmente pela queima de combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão) e pelo desmatamento, ameaça a sobrevivência humana no planeta. Seus efeitos são devastadores, resultando na destruição da biodiversidade, na degradação dos recursos naturais e no agravamento do aquecimento global, com consequências trágicas para a vida na Terra
A sopa de morcego como último raio gourmetizador
Agora que cultuamos como nunca a instituição restaurante, e no momento em que os cozinheiros conseguem se distanciar da imagem de marginalizados o bastante para encarar paredes de vidro, transformando bastidor em palco, surge um micro-organismo acelular para colocar um tapume no roldão performático e devolver a cozinha à sua pré-história: o ambiente doméstico
As lutas camponesas e a utopia possível
É preciso enxergar a violência como sendo sistêmica: ela é necessária para a expansão do agronegócio e dos projetos extrativos. A violência é necessária para a expansão do capitalismo. E se há violência, há também resistência.
Violência travestida de educação
Enquanto vivenciamos uma pandemia, surge a nomeação de um ministro da Educação que não somente não aparenta entender nada sobre desenvolvimento infantil, educação e família, como também incentiva o uso de práticas violentas para educar crianças
Brasil, outros 500: a Marcha dos 2000 vinte anos depois
Em 2000, a contrapelo, a causa indígena se reuniu para marchar contra a versão oficial do “Descobrimento”. Uma contra comemoração. Com ampla agenda e envolvendo negros, sem-terra, quilombolas e sindicalistas, o manifesto que está na origem do movimento afirma que “para os povos indígenas, a conquista da América não foi o começo de sua história. Eles chegaram a este continente há aproximadamente 40 mil anos”
Ideologia do discurso anti-ideologização no Brasil
O que não deveria ser surpresa é que qualquer crítica a qualquer ideologia será, sempre, ideológica, pois a ruptura de um conhecimento e a adoção de um modelo de ideias jamais será neutra
Cooperativismo e economia solidária para o crescimento do Brasil
Segundo a Agenda Institucional do Cooperativismo 2019, mais de 14,2 milhões pessoas estão associadas a cooperativas, que são responsáveis por gerar cerca de 398 mil empregos formais
Qual é a hora de gritar abaixo a ditadura?
A maior parte do Movimento Estudantil acreditava que dizer “Abaixo a Ditadura” atrairia ainda mais repressão e recrudescimento, numa repetição da onda de violência e morte de 1968
Bolsonaro ano 1: a democracia no picadeiro
A chegada ao poder de um indivíduo com o perfil público de Jair Messias Bolsonaro ao posto mais alto da política brasileira, certamente não seria um evento comum. Membro do parlamento brasileiro por quase trinta anos, Bolsonaro sobreviveu nas entranhas da Câmara legislativa construindo uma trajetória que flertou permanentemente com as franjas do poder. Parlamentar do chamado baixo clero, grupo de indivíduos com pouca ou nenhuma visibilidade na dinâmica da Casa legislativa, Bolsonaro foi se constituindo em uma espécie de outsider.
Incorporando um perfil ideológico conservador e reacionário, defensor de causas que pouco dialogava com a civilidade da vida pública, foi com esse know how que Jair Messias Bolsonaro resolveu investir em voos mais altos e buscar uma ousada candidatura a presidente da República. Diante de uma conjuntura de extremo desprestígio da política e dos próprios políticos, Bolsonaro apresentou-se como representante de uma suposta “nova política” e se posicionou como a solução mais realista para os problemas brasileiros. Uma parcela da população reconheceu no político de extrema direita o Messias que nos salvaria do Armagedon da “velha política”.
Uma vez vencedor Bolsonaro não nos surpreendeu. Não cometeu o que tradicionalmente se chama de estelionato eleitoral. Ao acompanhar os sujeitos e as ações que compuseram o governo Bolsonaro em seu primeiro ano de governo esse livro registra, para a posteridade, imagens pitorescas e degradantes de um momento sui genere da história política do Brasil. O país se viu refém das influências de um improvável guru até o comportamento abjeto de uma “filhocracia” sem noção. Os capítulos que compõem o livro relembram a todos os brasileiros o quanto a destruição da política e dos valores democráticos podem colocar em risco as mais básicas conquistas civilizatórias. No primeiro ano em que esteve à frende do governo brasileiro, Jair Bolsonaro e sua turma, zombaram de todos nós, tripudiaram sobre valores mais caros à existência humana e transformaram o país e seu sistema democrático em um grande e patético picadeiro.
Confira um capítulo do livro inédito “Bolsonaro ano I: a democracia no picadeiro”
A mudança de conjuntura e a resiliência de Bolsonaro
O processo que ora se desenrola é mais uma evidência de que a volatilidade política é a marca do nosso tempo histórico
Fogo no Ártico
No dia 21 de junho, a cidade de Verkhoiansk, na Rússia, dentro do círculo polar ártico registrou 38ºC. Esse recorde acende o alerta para a possibilidade de ocorrer o “Blue Ocean Event”, ou Evento Oceano Azul, ainda este ano. Esse evento acontece quando praticamente todo gelo oceânico do Ártico desaparece
30 anos do ECA e a maior ameaça de sua história
Com a Emenda Constitucional 95, que asfixia todas as políticas sociais, milhões de crianças e adolescentes estão em situação de vulnerabilidade no país
Reflexões sobre o combate à Covid-19 nos EUA e no Brasil
Para Giroux, a desigualdade não é apenas o câncer do capitalismo, é sua forma de atacar o tecido social, o bem-estar social e o corpo político
Precisamos curar o Brasil
Desde a posse de Bolsonaro, a destruição da floresta amazônica ganhou novo impulso. Entre 2018 e 2019, as taxas de desmatamento e queimadas aumentaram mais de 30%. Somados aos desmatamentos de 2020, o total de área passível de queimadas no ano poderá ser superior a 9 mil km²
As MPs de Bolsonaro: reflexos e predileções da nova política
Até o momento, já foram editadas 119 MPs pela gestão Bolsonaro, sendo 71 apenas em 2020. Se, por um lado, Bolsonaro lidera o ranking no que tange às MPs, por outro, desde a redemocratização, é o presidente diretamente eleito que menos encaminhou e aprovou outros projetos no Congresso no 1º ano de mandato
Para não morrer, resistir é preciso: o futuro começa agora
Os efeitos da crise sanitária de 2020 demandarão recursos adicionais para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde, pois procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos não emergenciais foram postergados. O adiamento de tratamentos e exames de diagnóstico também agrava as condições de saúde de doentes crônicos, o que requererá maior investimento no SUS no ano pós pandêmico
A resistência cotidiana no capitalismo com (e sem) a Covid-19
A “aparente” ausência do Estado é na prática sua presença, pois se trata de uma opção estatal.
O vírus que o Brasil não conseguiu eliminar
As circunstâncias atuais impostas pela pandemia têm colocado as mulheres à mercê de seu agressor
Contra o normal no futuro
A alimentação dos trabalhadores urbanos foi posta em questão sob a pandemia. Mas o que o “novo normal” reserva a ela?
Elena Ferrante: desejo de intangibilidade
Perguntaram a Ferrante por que ela não gostaria de se tornar uma “pessoa pública”, ao que respondeu: “Por um desejo um pouco neurótico de intangibilidade”
O que Bolsonaro falou durante a pandemia
Contamos e comparamos palavras expressas nas manifestações públicas do 38º presidente do Brasil entre 12 de março e 28 de maio

