Setembro 2008

Edição 14

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Editorial

Hora de mudar

Edição 14 | Brasil

A economia brasileira pode sofrer mais pela sua crescente vulnerabilidade às oscilações do mercado internacional.  Se caírem ainda mais os preços das matérias-primas que exportamos e se o capital financeiro especulativo que está aninhado em nossas altas taxas de juros for embora, estaremos encrencados.


MATÉRIA DE CAPA / A crise chega ao Brasil

Desequilíbrios estruturais do capitalismo atual

Edição 14 | Brasil

Por sua própria natureza, o capitalismo vive articulado em ciclos longos e curtos, de expansão e retração. A crise atual não foge a essa regra e é impossível prever seu alcance. A única certeza é que o mundo sairá modificado, principalmente em três pontos nodais das relações econômicas: dinheiro, energia e comida


MATÉRIA DE CAPA / A crise chega ao Brasil

Impactos e oportunidades

Edição 14 | Mundo

A crise internacional desafia as boas condições do presente e ameaça a materialização das perspectivas para o futuro de mais longo prazo. As oportunidades só serão aproveitadas caso a gestão macroeconômica seja distinta da que tem predominado nos últimos anos


economia global

Ajustes dolorosos entre oferta e procura

Edição 14 | Mundo

Nos últimos tempos, o mercado nos ensinou uma lição valiosa: os preços sempre acabam se equilibrando, independente das circunstâncias. Já as pessoas, que sofrem diretamente com seus altos e baixos, não. Para elas a economia não é um mero desafio especulativo, mas o elemento que determina sua condição de vida


Participação popular / Bolívia

Impasse pela força do voto

Edição 14 | Bolívia

No plebiscito de 10 de agosto, o Movimento ao Socialismo registrou uma ampla vitória entre o eleitorado. Porém, os governadores de oposição também saíram fortalecidos e continuam trabalhando pelo fracasso do presidente. Os indígenas já deram o alerta: “Se retirarem Evo Morales haverá uma guerra”


Participação popular / Brasil

O direito e o avesso constitucional

Edição 14 | Brasil

No Brasil, a participação popular permanece nas mãos do Congresso Nacional: os plebiscitos e referendos só ocorrem quando os parlamentares assim decidem. Da mesma forma, nos últimos 20 anos as leis originárias do povo somaram apenas 0,05% do total votado. Por essas razões, a OAB resolveu propor uma reforma política


Entrevista exclusiva – Fernando Lugo

“Sempre levarei a condição de bispo comigo”

Edição 14 | Paraguai

Único mandatário paraguaio em mais de meio século a não pertencer nem às Forças Armadas nem aos partidos Colorado e Liberal Radical Autêntico, Lugo deixa clara sua pretensão de estabelecer um novo contrato social no país: “Estamos aqui para servir o povo, não para nos servirmos dele”


Segurança alimentar

Os agrotóxicos e a força das multinacionais

Edição 14 | Brasil

Enquanto pesquisas acusam a contaminação de vários alimentos e milhares de casos de intoxicação humana, especialmente de trabalhadores rurais, a Justiça brasileira suspende reavaliação pela Anvisa de agrotóxicos que são proibidos na Europa e garante a expansão do segundo maior mercado mundial


Olimpíadas

O peso político dos Jogos

Edição 14 | china

“Ilha da fantasia” montada a cada quatro anos num ponto diferente do planeta, o evento não foge às querelas do mundo real: para preservá-lo, o Comitê Olímpico Internacional mantém uma linha tênue entre o financiamento público e privado e faz vistas grossas à falta de autonomia de diversos comitês locais


Filosofia

O Maquiavel esquecido

Edição 14 | EUA

O Comando Estratégico dos Estados Unidos, para responder às ameaças daquilo que chamamos de “terrorismo internacional”, recomenda que se intimide o inimigo, passando a imagem de um adversário que pode parar de agir racionalmente quando seus interesses vitais estão em jogo


Guerra no Cáucaso

Ossétia do Sul, o palco de uma disputa mundial

Edição 14 | Russia

O projeto do escudo antimíssil e as pressões americanas para acelerar a adesão da Geórgia à Otan foram considerados pela Rússia provocações inaceitáveis. A ação militar georgiana era o pretexto que o Kremlin precisava para fortalecer seu poder nas regiões separatistas e se contrapor aos Estados Unidos


Guerra no Cáucaso

Quando a Rússia se reergue

Edição 14 | Russia

A Guerra Fria acabou, mas o conflito não. Para garantir sua influência na região, os americanos investiram na aproximação com países menores, como a Geórgia. Moscou, por sua vez, apostou na Ossétia do Sul para “punir” os vizinhos que se aliaram aos ianques


Controle do território

Pequim reafirma suas ambições navais

Edição 14 | china

Há 400 anos a China tinha uma marinha invejável, mas deixou passar a oportunidade de se tornar uma potência hegemônica. Dessa vez, parece que isso não vai se repetir. Desde 2000, um dos eixos prioritários do governo é a expansão do poderio naval, com o objetivo de influir de maneira “harmoniosa” e “pacífica” no mundo


Ajuda humanitária

O espetáculo da desgraça alheia

Edição 14 | Mundo

Ao exigir livre acesso às vítimas em nome de um dever de intervenção muito discutível, o humanitarismo acabou produzindo um “direito” de ingerência onde o indivíduo é considerado apenas um corpo biológico, cuja existência deve ser garantida contra a fome, as epidemias ou as catástrofes naturais


África

A Guantánamo dos imigrantes

Edição 14 | África

Controlada por interesses protecionistas dos países europeus, a Mauritânia serve como porto de esperanças e decepções para quem tenta sair da África rumo às luzes da Europa. Entre as políticas de contenção da migração ilegal está um novo centro de detenção em situação mais precária do que a de seus próprios presos


Povos originários

Se o futuro existe…

Edição 14 | Brasil

É preciso, sobretudo, gerar uma nova consciência e educar os investidores e seus programas diante do clamor da terra frente às mudanças climáticas. Trata-se de buscar envolver, mais uma vez, a sociedade moderna para corrigir suas contradições e assumir o compromisso do direito coletivo na busca do bem comum


POR TRÁS DOS FATOS

Como surgiu o povo judeu?

Edição 14 | Israel

O ataque israelense contra a frota internacional que levava ajuda humanitária ao território de Gaza – no qual morreram 9 pessoas – foi alvo de críticas de toda a comunidade internacional. Para entender melhor a situação na região, leia o artigo publicado no Le Monde Diplomatique Brasil sobre a história de Israel


ELEIÇÃO / EUA

Navegando em águas turbulentas

Edição 14 | EUA

Assim como os Estados Unidos sobreviveram à desventura no Vietnã e dela emergiram fortalecidos, eles estão aptos a superar o fiasco no Iraque. Embora momentaneamente desconcertado, o império americano continuará seu caminho, sob direção bipartidária e a pressão das mega corporações


CONTROLE SOCIAL

A ineficácia do Big Brother

Edição 14 | Europa

Freqüentemente apresentada como a panacéia em matéria decombate à delinqüência, a videovigilância em lugares públicos não consegue cumprir seu objetivo inicial de aumentar a segurança da população e diminuir a criminalidade. Por enquanto, só provou ser um grande desperdício de dinheiro para os países europeus


POLÍTICA EUROPÉIA

Quando os lobbies legislam

Edição 14 | Europa

Bruxelas transformou-se na “terra prometida” de grupos de pressão de todo tipo. Diante dos 26 mil funcionários da Comissão Européia e 785 deputados do Parlamento Europeu, calcula-se que haja em torno de 15 mil pessoas trabalhando exclusivamente nos lobbies


RELIGIÃO

Catolicismo atormentado

Edição 14 | Espanha

Na Europa, a secularização vem atingindo rapidamente até mesmo a vida interna das comunidades cristãs. O quadro é aterrorizante para os bispos e o papa Bento XVI, que tentam incentivar a ação pastoral nos países de tradição católica sem negociar valores como a família, o respeito à vida e ao bem comum