Outubro 2007

Edição 3

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EDITORIAL

O novo fundamentalismo

Edição 3 | Mundo

À noite, assistindo ao excelente documentário de Silvio Tendler sobre o geógrafo Milton Santos1, deparei com uma frase instigante. Em meio a suas reflexões geniais sobre os horrores da globalização neoliberal e a possibilidade de outra globalização (a globalização dos povos), o grande intelectual, há pouco falecido, de repente afirma: “O consumo tornou-se o maior de todos os fundamentalismos”


TV PÚBLICA NO BRASIL

Comunicação e democracia

Edição 3 | Brasil

O grande desafio é abordar narrativas diferentes, inteligentes e comprometidas com a transformação social. É preciso apostar em um novo aprendizado e em talentos que florescem mais por insistência e garra do que por meio de oportunidades


ESTADOS UNIDOS

Traumatismos de fim de império

Edição 3 | EUA

Orquestrada por uma coalizão conservadora que, entre outros objetivos, buscava pôr fim à “síndrome do Vietnã” e consolidar a hegemonia norte-americana em escala planetária, a guerra do Iraque acabou rachando a direita e arrastando o país a uma crise sem precedentes


Política/Estados Unidos

As manobras americanas contra o Irã

Edição 3 | Irã

Ao contrário dos gestos de boa vontade encenados durante o governo Clinton, a administração Bush vem pondo em prática um largo espectro de ações – das pressões econômicas ao apoio a grupos terroristas – para desestabilizar o regime de Teerã. Sem nenhum resultado concreto


VENEZUELA

Claro-escuros bolivarianos

Edição 3 | Venezuela

A autora passa em revista as importantes realizações do governo Chávez (participação dos excluídos, recuperação das riquezas nacionais, melhor distribuição da renda). Mas também ressalta o personalismo do líder e outros perigos que ameaçam o processo de democratização venezuelano


VENEZUELA

Populismo ou revolução?

Edição 3 | Venezuela

Coube ao coronel Hugo Chávez Frias expressar a revolta da massa popular contra essa degenerescência e liderar a derrubada da oligarquia. Nenhum progressista pode negar-lhe apoio. Porém, nem tudo são flores no processo venezuelano.


FUTEBOL

Craques: artigos de exportação

Edição 3 | Brasil

Para impedir a “evasão de pés”, precisaria haver estrutura mais sólida, bem gerida e capilarizada, que permitisse a sobrevivência de equipes de diferentes recursos, capacidade e ambições. Caso contrário, como pretender que um aspirante a atleta resista à tentação de viver em outro lugar?


Economia/Brasil

O país dos desiguais

Edição 3 | Brasil

A enorme concentração da renda e da riqueza é marca registrada do país. O motivo da perversão distributiva é a correspondente concentração do poder. E, na raiz deste fator, está a fragilidade da democracia brasileira. Em cinco séculos de história, não somamos mais de quarenta anos de regime democrático


Religião

A esquerda evangélica

Edição 3 | Mundo

Minoritários e ainda pouco articulados, os evangélicos progressistas estão, no entanto, ativos no Brasil. E substituem a Teologia da Prosperidade da direita pela Missão Integral, que defente a democracia e pratica a solidariedade.


Meio ambiente

Ambientalismo empresarial

Edição 3 | Mundo

Novas análises sugerem que inúmeras dimensões não econômicas determinam os comportamentos econômicos. Além de atender os interesses dos acionistas, as empresas responderiam também às pressões da sociedade, procurando antecipar suas aspirações


Meio ambiente

O desafio climático

Edição 3 | Mundo

Em poucas décadas, evoluímos da negação irresponsável rumo à tomada de consciência e à busca de soluções. Mas, se hoje a humanidade está mais alerta para os perigos que a ameaçam, ainda há muito o a fazer para implementar as medidas indispensáveis


A esquerda em debate

Um novo marxismo para um novo mundo

Edição 3 | Mundo

A ordem social moderna comporta não uma, mas duas forças sociais dominantes: ao mundo dos “capitalistas” articula-se o dos gestores privados e públicos. É a essas duas forças que deve se opor o conjunto das “classes fundamentais populares”


A esquerda em debate

Os cadernos inéditos de Che Guevara

Edição 3 | Cuba

Da conquista do poder em Cuba (1959) até o ano de sua morte (1967), o pensamento do revolucionário argentino evoluiu muito. A partir de 1963, suas reflexões apresentam uma crítica crescente aos impasses do modelo soviético


Periferia

A invenção dos bairros problemáticos

Edição 3 | França

A revolta da juventude mostrou os guetos de Paris como um barril de pólvora. Mas a natureza social da questão tem sido escamoteada pela mídia. Além disso, esta apresenta os fatores étnicos como uma ameaça ao restante da sociedade, e não como um problema também para as pessoas que sofrem o racismo


Educação

Europa, o ensino no tom do mercado

Edição 3 | Europa

Os reitores se transformaram em gerentes, os objetivos humanistas foram substituídos pela competição e o prestígio dos estabelecimentos passou a ser medido pelos salários dos recém-formados


MERCADO EDITORIAL

O revide das pequenas editoras

Edição 3 | Brasil

Devido à enorme concentração do capital internacional, apenas cinco companhias controlam 80% dos livros destinados ao grande público. Mas, na contramão dessa tendência uniformizante, multiplicam-se as produções alternativas, com obras de real valor


CULTURA

Uma África truculenta e fantástica

Edição 3 | África

Alain Mabanckou (que é congolês) recria com vivacidade a atmosfera de um vilarejo africano, com personagens truculentos


LITERATURA

No Haiti, em busca da água da vida

Edição 3 | Haiti

Segundo Jacques-Stephen Alexis, outro grande escritor haitiano, este livro “pode ser único na literatura mundial, porque é, sem reservas, o livro do amor”.


ORIENTE MÉDIO / CONFLITOS FUNDIÁRIOS

A contra-reforma agrária egípcia

Edição 3 | Egito

Mais de meio século depois da “revolução nasserista”, que pôs fim ao “antigo regime” nos campos do Egito, as velhas famílias latifundiárias voltam a gozar seus privilégios, sob os auspícios do neoliberalismo. Mas os camponeses não estão passivos frente a essa escalada


AMÉRICA LATINA

Hugo Chávez

Edição 3 | Venezuela

A articulação entre os países da América Latina constrói e personaliza, em Chávez, a reinvenção da esquerda. Alvo de difamações, suas ações tornam-se referência de alternativa ao neoliberalismo para uns e sinônimo de autoritarismo para outros