Diplô Online
O papel da Marinha na segurança marítima da Margem Equatorial
A proteção dos recursos marinhos e do meio ambiente é um imperativo constitucional do Brasil. Evitar que ameaças estrangeiras utilizem da cobiça e robores imperialistas, é uma das funções das forças armadas
A invisibilidade sanitária do Sul Global
A persistência do noma, uma enfermidade infecciosa, revela que, em determinadas regiões do mundo, a precariedade das condições de vida ainda determina quem terá acesso ao direito elementar de sobreviver
Entre a proteção integral, a governança responsiva e a educação digital
Em primeiro lugar, partimos da premissa de que a presença de crianças e adolescentes nas plataformas digitais integra a vida social. Nesse cenário, a regulação não pode limitar-se à repressão de conteúdos ilícitos ou à responsabilização difusa das famílias; o desafio consiste em reorganizar incentivos e incorporar a proteção desde a arquitetura dos sistemas
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A quem interessa transformar a morte das mulheres em espetáculo?
Pena de morte como palanque: o uso eleitoral do feminicídio no Brasil
A conservação como estratégia de exploração madeireira e extração de ouro
Os povos Munduruku há muito tempo afirmam que a demarcação de seus territórios e a regulamentação efetiva dessas fronteiras previnem o desmatamento, sem a necessidade de soluções financeiras adicionais, complexas e pouco transparentes. Artigo inédito escrito para o livro Direitos Humanos no Brasil 2025, da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
A COP30, o agro e a difícil verdade sobre o consumo de carne
Entre churrascos performáticos e promessas de rastreabilidade, a COP30 revelou um agro disposto a moldar narrativas – mas não a transformar o modelo que sustenta a destruição
Como viver em um país que naturalizou o assassinato de mulheres?
Casos brutais assistidos em 2025 mostram que estamos longe de alcançar equidade de gênero, mas que a solução passa por todos nós e o primeiro passo é a indignação
A privatização silenciosa do crédito público
Saldo das operações de crédito das instituições financeiras privadas voltou a superar o dos bancos públicos pela primeira vez desde junho de 2013
O que a África pode nos ensinar sobre imperialismo
O imperialismo sobre África não é apenas um jogo geopolítico, mas uma fase natural da expansão capitalista. Assim que o capitalismo se torna altamente desenvolvido dentro de uma determinada fronteira, ele parte para sua próxima fase que, ao tempo de Vladimir Lênin, era a expansão imperialista sobre a África, que virou um local de luta entre os colonizadores.
O interminável ciclo de golpes no Brasil
Os golpes sempre fizeram parte da História do Brasil. Começando em 1889, quando o marechal Deodoro da Fonseca derrubou o imperador Pedro II, até 2016 quando um complô político-militar-judiciário derrubou a presidente Dilma Rousseff e prendeu o ex-presidente Lula.
Democracia em transe
Democracia em Vertigem defronta-nos com fatos que sempre estiveram ali, diante de nós, sem que os tenhamos tomado em questão com suficiente descortino. Essa indiferença foi, aliás, um dos fatores a sancionar o irracionalismo que tomou conta da política brasileira, conduzindo a um momento de radicalismo e polarização.
A colonização do outro
Qualquer imposição de ideias, conceitos, religião e ideologia ao outro se torna fundamentalismo, autoritarismo e colonização. Homogeneidade de conhecimento não combina com aqueles que acreditam na democracia.
Os cortes no Censo 2020: vergonha nacional ganha relevância estatística internacional
Para acompanhar o progresso dos países em relação às metas pactuadas na Agenda 2030, foram estabelecidos 244 indicadores diferentes. Os cortes promovidos no Censo 2020, nesse sentido, são extremamente preocupantes. Principal fonte de dados sobre a realidade social, econômica e urbanística do país, a redução da pesquisa impactará o monitoramento de áreas fundamentais da agenda do desenvolvimento.
A função social da propriedade: pedra angular da Constituição Cidadã
A proposta deixa em evidência a sua inviabilidade porque toca a função social da propriedade (art. 5º), bem preservado como direito fundamental que é pedra angular da Constituição e não tolera sequer deliberação sobre emendas tendentes a aboli-lo (art. 60). Somente uma nova constituinte pode suprimi-lo. O tema da propriedade como um direito sagrado é rechaçada desde Leon Duguit, em seu Traité de Droit Constitutionel, publicado em 1911. Hoje, mais de um século depois, volta a ser invocada como um direito absoluto, num contexto de realidade distópica, em que mentes autoritárias voltam a invocar a “sacralidade” para retirar do seio da sociedade direitos conquistados historicamente por lutas sociais.
Justiça reconhece direitos territoriais dos caiçaras da Comunidade Rio Verde
Após 30 anos de luta pelo território tradicional caiçara na Jureia, cujo resultado perverso significou a expulsão integral ou parcial de diversas comunidades na região, decisão judicial pioneira reconhece a violência histórica e o racismo ambiental cometidos em nome da preservação da natureza intocada.
Cadê o Amarildo? – O desaparecimento do pedreiro e o caso das UPPs
O livro do jornalista e sociólogo Leandro Resende (disponível à venda no próprio site da Baioneta Editora) não só desmistifica o consenso acrítico que se formou em torno das Unidades de Polícia Pacificadora, como ainda demonstra a ruptura e quebra desse consenso a partir do desaparecimento de Amarildo.
Conflitos socioambientais e a mineração no Brasil
Ao longo dos últimos anos presenciamos a expansão de minerações na América Latina, acarretando conflitos e danos ambientais em torno das consequências geradas por essa prática gerida pelas relações capitalistas.
Bolsonaro testa sua popularidade na final da Copa América
“É o povo vai dizer se estamos certos ou não.” Apesar da frase do presidente aparentar que pode haver uma dúvida, na verdade, ela é uma afirmação certeira. Porque os grupos que são ouvidos por Bolsonaro – militares e os grandes empresários -, dizem que ele está certo. Não é difícil conhecermos esse entendimento pela atuação dos militares caricaturados no General Eleno e seu ataque do machão que bate na mesa, e dos empresários que apóiam as manifestações a favor do presidente.
Política externa brasileira: onde estamos e para onde vamos?
Se o atual governo levar à frente seu projeto de autotransformação num Dominium, irá destruir quase tudo que foi feito nos últimos 90 anos da história da industrialização brasileira e deverá se transformar numa “periferia de luxo” das grandes potências, garantindo-lhes o fornecimento de alimentos, de minerais estratégicos e de petróleo, além de suas reservas biológicas da Amazônia
“Justiça social continua sendo uma urgência para o Brasil”, afirma Marilene Felinto
Escritora pernambucana, que estará na Flip, falou sobre literatura, cultural e sociedade. Leia um trecho do conto inédito “Academia”
Por que não existiram grandes mulheres artistas na história?
A verdade é que sempre existiram muitas mulheres grandiosas e excelentes nas artes, assim como em praticamente todas as outras áreas, mas na tradição da sociedade patriarcal, eventualmente elas sofriam pressões para se dedicarem exclusivamente às tarefas que lhes eram esperadas: o cuidado com a casa e a criação dos filhos.
Governo brasileiro deixa de arrecadar bilhões com isenção fiscal aos agrotóxicos
Em tempos de cortes orçamentários em áreas sociais – como saúde e educação -, o governo brasileiro escolhe favorecer o agronegócio, em especial empresas produtoras de agrotóxicos, e com isso deixa de arrecadar bilhões
Sobre canudinhos e vacas
A situação do meio ambiente no Brasil e no mundo precisa de atitudes mais elaboradas do que somente substituir o canudo de plástico pelo canudo de inox ou bambu. Quem realmente se preocupa com o meio ambiente precisa mudar hábitos e abandonar o ativismo de sofá.
Nem tão heróis assim: como a Disney equilibra o nível mental entre adultos e adolescentes
A infantilização da cultura de massa vem do processo de americanização do mundo. Desde os anos 1970, pelo menos, as crianças tem mais conhecimento sobre os personagens da Disney que dos heróis nacionais.
Democracia em Vertigem: o desafio de narrar o Brasil
Em tempos de narrativas fraturadas, violência autorizada e degradação do convívio público, multiplicar diálogo não é algo tão banal quanto parece. A transparência dos posicionamentos da diretora e o equilíbrio na busca nas palavras (apesar do tom melodramático que às vezes incomoda), nos oferecem, no mínimo, um ponto de partida comum.

