Setembro 2018

Edição 134

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LIBERAIS VS. POPULISTAS, UMA DIVISÃO ENGANOSA

Dez anos de crise

As respostas dadas à crise de 2008 desestabilizaram a ordem política e geopolítica. Há tempos vistas como a forma última de governo, as democracias liberais estão na defensiva. Perante as “elites” urbanas, as direitas nacionalistas encampam uma contrarrevolução cultural no campo da imigração e dos valores. Contudo, elas perseguem o mesmo projeto econômico de seus rivais. O peso excessivo jogado pela mídia nessa clivagem visa constranger a população a escolher entre esses dois males


EDITORIAL

Na linguagem do povo

Edição 134 | Brasil

Aqueles que se organizam para a defesa da democracia e dos direitos que estão sendo suprimidos não encontram uma linguagem capaz de sensibilizar a maioria do povo e são ignorados pelos grandes meios de comunicação.


DIMINUIR TRIBUTOS OU REFORMAR A DISTRIBUIÇÃO DOS IMPOSTOS

O que interessa ao povo brasileiro?

Edição 134 | Brasil

Para resolver os problemas do país devem-se cortar tributos e diminuir ainda mais os investimentos estatais ou fazer uma reforma tributária estrutural que leve o Estado a aumentar a arrecadação, principalmente sobre o 1% mais rico da população?


CAI A MÁSCARA DA REFORMA TRABALHISTA

Desemprego e precarização vêm à tona

Edição 134 | Brasil

Os argumentos de “modernização” do trabalho para retirar direitos são os mesmos utilizados no século XIX, que geraram sociedades pauperizadas e violentas


EM FACE DOS OBJETIVOS DAS ESTATAIS

O discurso da privatização

Edição 134 | Brasil

As tragédias de Mariana e da Ponte Morandi, que desmoronou recentemente na Itália, para citar apenas dois casos, expõem as diferenças de prioridades entre os distintos modelos de gestão. São calamidades que poderiam ter sido evitadas se a segurança tivesse sido considerada mais importante do que o lucro a curto prazo


EDUCAÇÃO

Entre histéricos, demagogos e financistas

Edição 134 | Brasil

Escola sem Partido, militarização dos colégios estaduais e entrada do grande capital na rede privada. O que importa é que, ao contrário dos filhos das famílias mais ricas, os jovens pobres estejam sujeitados à disciplina mais restrita, aquela necessária a quem vai se inserir na sociedade em posição subalterna


SAÚDE

SUS pós-2018: a caravana passa?

Edição 134 | Brasil

Demandas empresariais como prontuário único, organização de regiões de saúde e coordenação do cuidado pularam, sem mediação, das páginas de documentos de grandes grupos econômicos setoriais para as de partidos políticos. O que não entrou na agenda empresarial foram as associações causais entre saúde e desigualdade


SEGURANÇA

Violência, subjetividades e projetos de vida e cidadania no Brasil

Edição 134 | Brasil

Mesmo diante das evidências dos limites dessa política, alguns candidatos seguem prometendo mais do mesmo remédio-veneno. Defendem só construir prisões e endurecer as penas; defendem e louvam a violência como resposta à violência, em uma vendeta que parece longe de acabar


AGRICULTURA E MEIO AMBIENTE

Diga-me o que propõe e eu lhe direi quem você é

Edição 134 | Brasil

Nenhum dos programas dos presidenciáveis questiona a importância da agropecuária. PT e Rede seguem essa toada. O programa de Ciro, apesar de dedicado ao fortalecimento da indústria, não deixa de citar a importância do agro e traz Kátia Abreu como vice. O programa de Alckmin diz em poucas frases tudo o que o setor quer ouvir, como o aumento dos recursos para o Plano Safra


PERFIS DOS CANDIDATOS

Discursos políticos e disputa hegemônica

Edição 134 | Brasil

Mais que uma análise objetiva das propostas, queremos dar destaque aos componentes estratégicos e emocionais que as candidaturas promovem em sua prática discursiva. A imprecisão e o apelo emocional ou moral das práticas discursivas, que poderiam ser criticados do ponto de vista racional dos programas, passam a ter sentido como mecanismos estratégicos de interpretação da sociedade e seus sujeitos


ONDA DE GREVES NOS ESTADOS REPUBLICANOS

Vermelhos em disputa nos EUA

Edição 134 | EUA

Donald Trump adora se vangloriar da defesa dos “americanos esquecidos”, que vivem longe das metrópoles, em particular em estados pobres e rurais. Ora, é exatamente nesses locais que um movimento social coloca em xeque a política republicana de abandono dos serviços públicos. Nesse enfrentamento, os professores desempenham um papel-chave


LUCROS EM ALTA, RESULTADOS EM BAIXA

O fiasco da privatização das escolas na Suécia

Edição 134 | Suécia

Durante a campanha para as eleições gerais na Suécia, em 9 de setembro, o inesperado crescimento da direita xenofóbica ocultou o debate sobre o futuro dos serviços públicos. Encabeçando um governo minoritário há quatro anos, os sociais-democratas não conseguiram nem sequer limitar os lucros das empresas privadas que investiram na saúde ou na educação


EDUCAÇÃO

A militarização das escolas públicas

Edição 134 | Brasil

O cotidiano do aluno é profundamente alterado e o aprendizado é substituído pela repressão e por normas rígidas de comportamento. Ele é obrigado a vestir o uniforme militar completo de estudante. O corte de cabelo dos meninos segue o padrão militar e as meninas devem manter o seu preso. Esmalte escuro é proibido. Mascar chiclete, falar palavrão ou se comunicar com gírias também são práticas banidas


GRANDES E PEQUENOS SEGREDOS DO LOBBY ISRAELENSE NOS ESTADOS UNIDOS

Como Israel espiona norte-americanos

Edição 134 | Israel

Investigação realizada pelo canal catari Al Jazeera revela os métodos dos grupos de pressão norte-americanos favoráveis a Israel. Entretanto, preocupado em não se isolar dessas organizações em sua disputa com a Arábia Saudita, o Catar congelou a exibição da reportagem


VOTAÇÃO HISTÓRICA NO KNESSET

Israel torna-se uma “etnocracia”

Edição 134 | Israel

O Knesset aprovou, em 19 de julho último, uma lei de valor constitucional definindo Israel como “Estado-nação do povo judeu”. Para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, esse texto que fundamenta os direitos dos cidadãos israelenses em função de sua origem e crenças é a consolidação ideológica do Estado judeu


DA COMIDA DE LUXO AO FLAGELO ECOLÓGICO

A globalização explicada pelos salmões

Edição 134 | Chile

Metade dos peixes consumidos no mundo vem, agora, de uma criação. Produto de consumo habitual, o salmão gera a riqueza da Noruega e do Chile, onde é o segundo produto mais exportado. A aquicultura industrial, resposta imperfeita para o esgotamento dos recursos técnicos da pesca, provoca significativas ameaças ambientais e sanitárias


NAS ÁGUAS TURVAS DA AQUICULTURA

Intocáveis criações da Noruega

Edição 134 | Noruega

As proezas da biotecnologia quase nos levariam a esquecer que, no início, a criação de salmão era uma atividade artesanal, um complemento dos rendimentos para os agricultores. Agora, a aquicultura ultramoderna e automatizada gera poucos empregos (apenas 7.650 em toda a Noruega), mas muitos lucros.


VITÓRIA ELEITORAL DA DIREITA, CRESCIMENTO DA ESQUERDA

Na Colômbia, as urnas ameaçam a paz

Edição 134 | Colômbia

Em 17 de junho, os colombianos elegeram um novo presidente, Iván Duque, que se opõe ao acordo de paz assinado com as Farc. A eleição também foi marcada pelo avanço da esquerda, presente no segundo turno, tradicionalmente disputado por dois candidatos de direita. Mas a esperança de normalização choca-se com o recrudescimento das organizações criminosas


MINERAÇÃO

Estranhas cooperativas bolivianas

Edição 134 | Bolívia

Por que atacar esta importante força, as cooperativas de mineiros, uma das partes interessadas nos movimentos sociais que apoiam Morales? Provavelmente, antes de mais nada, por causa da queda do preço das matérias-primas, que estrangulou as finanças públicas, obrigando o Estado a procurar novas receitas


UM MASSACRE DESACREDITA AS MISSÕES DA ONU

Na República Centro-Africana, a falência da comunidade internacional

Edição 134 | África

Mal equipada e mal planejada, a Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana acumula fracassos e escândalos. Os capacetes azuis são acusados de atirar contra uma multidão desarmada em Bangui, em abril. Entre a miséria e uma guerra civil insidiosa, o país é palco de uma disputa de influências internacional


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